Do Nada ao Nada

 

As esperanças foram reduzidas,
A pó, ao nada.
Apenas o que sobra nessa gente sofrida,
A fome, o nada.
Onde tudo se resume a um farelo de comida,
O pó, o nada.
Onde a felicidade vem de uma canção antiga,
Sem som, sem nada.
E a tristeza abunda sem medida,
Sem vida, sem nada.
A violência parece uma saída,
Direta ao nada.
Ou então uma droga, uma bebida,
Sem fim, nada
E assim acaba a vida,
Do nada ao nada.